José Ribamar Trindade: Corrupção causa nojo e indignação

“Ricos Fabricados” com dinheiro público roubado causam nojo e indignação

José Ribamar Trindade, jornalista em Cuiabáo

José Ribamar Trindade   

Vergonha. Nojo. As pessoas já não suportam e já não aguentam mais os “assaltos” praticados pelos “Ricos Fabricados” aos cofres públicos. O pior, é que as manifestações começam a pipocar para todos os lados. Existem até pessoas que rezam para que os bandidos do “colarinho branco” sentem numa cadeira elétrica e vá direto para o inferno. A indignação é tão grande, que até estão compondo algumas músicas de protesto sobre a roubalheira que ameaça inclusive a democracia e a liberdade dos cidadãos honestos e trabalhadores.

Não dá mais para segurar essa vergonha que é ver pessoas que deveriam ajudar as comunidades mais pobres, algumas até miseráveis a viverem melhor. Com mais educação, mais saúde e mais segurança, as principais promessas de campanhas de políticos. Políticos que virem bandidos de alta periculosidade, pior que os bandidos do Comando Vermelho (CV) do Rio de Janeiro, e do Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo.

Não dá mais para aguentar sabermos que os políticos e algumas autoridades, inclusive do Judiciário, estão enriquecendo do dia para a noite, comprando inclusive canais de televisão, rádios jornais e portais de notícias, inclusive verdadeiros impérios de comunicação com o dinheiro roubado dos cofres públicos na maior cara de pau, virando inclusive pessoas intocáveis, algumas até bajuladas.

Não dá mais para aguentar sabermos através da imprensa, que apenas um político que aparecia na mídia como símbolo da moralidade e de lutas pelas pessoas mais carentes, tivesse a capacidade e a coragem de empregar quase uma centena de pessoas em seu gabinete na Assembleia Legislativa (AL) de Mato Grosso.

Um economista revela que tanta gente junta e contratada pelo deputado cara de pau apenas para “trabalhar” em seu gabinete daria para montar uma empresa de médio para grande porte. Indignadas, algumas pessoas passaram a questionar: “Será que ninguém nunca viu essa aberração com o dinheiro dos cofres públicos?”.

Há quem especule, entre outras coisas, que alguns políticos de Mato Grosso, não só empregam centenas de pessoas compradas nas eleições, como aposentam seus pais, principalmente seus pais. Aliás, os Ministérios Públicos, Estadual e Federal precisam investigar se é mesmo verdade que pais de deputados são aposentados com salários acima de R$ 10 mil, sem que nunca sequer pisassem na Assembleia de Mato Grosso. Também precisam investigar quantas pessoas estão empregadas hoje por políticos na AL de Mato Grosso.

Vocês já imaginaram se todos os 24 deputados de Mato Grosso, cada um resolvesse contratar para trabalhar em seus gabinetes 100 funcionários? As pessoas também já questionam como alguém conseguiu falir o “finado” Departamento de Viação e Obras Públicas (DVOP)? Como professores da rede pública que não ganham mais do que R$ 3 mil por mês, quando viraram políticos conseguiram enriquecer do dia para a noite? Tá na hora dos bandidos que roubam o dinheiro da merenda escolar das crianças e dos remédios dos idosos mofarem na cadeia. Basta de colocar apenas as caras dos bandidinhos na televisão. E preciso colocar as caras dos bandidões, os verdadeiros mafiosos e os chefes do crime organizado na cadeia e na televisão.

LEIA ESTA INDIGNAÇÃO

A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), já tem opinião firmada sobre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por várias investigações contra os magistrados do Judiciário Estadual, a ministra foi implacável com a decisão do CNJ que garantiu a posse do juiz Fernando Miranda como desembargador, em lugar de Maria Erotides Kneipp: “Pronto, agora vai se juntar aos outros bandidos que estão lá para tocar o horror” – disse.

A revista “Veja” lembra que o CNJ vem pelejando com a magistratura de Mato Grosso desde 2010, quando mandou aposentar compulsoriamente três desembargadores e sete juízes envolvidos num esquema de desvio de recursos do Tribunal de Justiça para uma loja maçônica de Cuiabá. “Nessa semana, contudo, o CNJ agiu na contramão de decisões anteriores e resolveu promover a desembargador o juiz Fernando Mirando Rocha, às voltas com problemas disciplinares e na Justiça” – publicou a revista.

OUTRA INDIGNAÇÃO

O rapper paulista Emicida foi detido por desacato a autoridade na noite deste domingo (13-05) após um show em Belo Horizonte. Antes de cantar sua nova música, “Dedo na ferida”, Emicida comandou a plateia a levantar “o dedo do meio para a polícia que desocupa as famílias mais humildes”, fazendo menção a Ocupação Eliana Silva, também na capital mineira, de onde famílias sem-terra foram desalojadas no último dia 12.

“Levanta o seu dedo do meio para os políticos que não respeitam a população e vem com (noiz) nessa aqui, ó”, continua o rapper, “Mandando todos eles se f****, certo, BH? A rua é (noiz).”. Na realidade, um vídeo mostra claramente quando Emicida manda todos os políticos ladrões de Brasília se f… e todos tomarem no c…

O nome disso é indignação. Isso é uma ameaça à democracia de um país que já sofreu com uma ditadura militar por quase 20 anos, justamente por causa da maldita corrupção.

José Ribamar Trindade é jornalista e escreve para o 24 Horas News

1 Comentário

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  1. - IP 187.58.31.206 - Responder

    boa heim vovo

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