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A CULTURA APLAUDE FLÁVIO FERREIRA: Uma pequena multidão de mais de 200 culturetes superlotou o pequeno auditório da Casa Barão de Melgaço para prestigiar a posse do escritor, teatrólogo e jurista Flávio Ferreira na cadeira 35 da Academia Mato-grossense de Letras, em substituição ao também jurista Clóvis de Melo, juiz federal, falecido em Cuiabá em 27 de dezembro de 2011.

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A Cultura aplaude Flávio Ferreira

Posse do dramaturgo, comandada por Eduardo Mahon, foi das festas mais concorridas da Casa Barão

JOÃO BOSQUO E ENOCK CAVALCANTI
DC Ilustrado – DIÁRIO DE CUIABÁ

Uma pequena multidão de mais de 200 culturetes superlotou o pequeno auditório da Casa Barão de Melgaço para prestigiar a posse do escritor, teatrólogo e jurista Flávio Ferreira na cadeira 35 da Academia Mato-grossense de Letras, em substituição ao também jurista Clóvis de Melo, juiz federal, falecido em Cuiabá em 27 de dezembro de 2011.  Foi na noite de quinta-feira (11).

Os eventos na AML são muito bons porque começam quase sempre na hora exata, um pequeno atraso sem exagero, de praxe, nada que tire o humor da plateia. A hora para encerrar, vai muito dos discursos, é bom esclarecer.

A primeira pessoa que nossos olhos viram foi a professora Therezinha Arruda, sempre presente nos eventos culturais da cidade, mesmo com seus problemas de saúde por conta dos 85 anos que estão chegando. Antes estivera no Palácio da Instrução, no lançamento do livro sobre as lutas no Araguaia, comandadas por Casaldáliga, evento que este DC Ilustrado não conseguiu cobrir.

Outra alegre presença foi a da crítica de artes Aline Figueiredo, que por essas coisinhas, também não conseguiu entrar no salão por conta da superlotação. Os cineastas Bruno Bini, numa ponta, e na outra o diretor e produtor do filme “Rondon – Pagmejera”, Rodrigo Piovezan e mais Luiz Marchetti, com sua careca e a barba à Rasputin.

Bini disse que “Flávio tem anos de atividade dedicados à produção e pesquisa cultural. Sempre contaminou a todos com sua intensa energia e imensa criatividade. É coerente que a Academia receba Flávio nesse momento em que a entidade se reinventa e se reaproxima da população”.

Olga Lustosa, agora que saímos do governo, posso citá-la nas matérias, disse-se encantada com a casa cheia. “Não podia ser diferente, afinal, estamos falando da posse de Flávio Ferreira na Academia Mato-grossense de Letras”. O cerimonial esteve a cargo de Isís Dorileo. Não houve coquetel ao final, segundo alguns, devido a doença na família do empossado.

Lucia Palma, a veterana atriz, chegou cedo para assegurar o seu lugar nas primeiras filas, assim como também o historiador, produtor cultural e doublê de Papai Noel, Clóvis Matos, que disse que Flávio é um “querido amigo e não poderia perder a posse”.

A editora Maria Tereza Carracedo, da Entrelinhas, outra que ficou surpresa com a lotação. O ator, diretor Carlão dos Bonecos, adepto da criação de pequenas salas de teatros para formação de público, se entusiasmou com a informação dada pelo presidente da AML, Eduardo Mahon, em seu discurso, durante a  posse que o sala de teatro, na Casa Barão, será de ‘responsabilidade’ do novo acadêmico”. Espera-se que Flávio Ferreira faça a Casa Barão ferver.

O novo imortal, recepcionado pela comissão formada pelas acadêmicas Nilza Queiros, Cristina Campos e Marília Beatriz, ao adentrar no salão foi ovacionado por minutos, surpreendendo a todos.

Esse carinho com o novo acadêmico também pode ser sentido nas redes sociais, que borbulham de fotos da noitada. No Facebook amigos presentes no evento sempre destacam as qualidades de professor, como Lívia Hage Meyer, que se disse emocionada e feliz, ao mesmo tempo em que agradece por “tantos ensinamentos”.

A velhíssima guarda do jornalismo também esteve presente, jornalista Ivan Vidal Pedrosa, atual presidente da Sociedade Amigos de Rondon. E Eduardo Ricci e Mário Hashimoto. Enquanto na mesa de honra, o também teatrólogo, Nestor Defletas, presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de MT, marcava o orgulho da categoria com a nova e destacada posição de Flávio Ferreira.

Isso sem falar no pessoal da música, Edmilson Maciel, da Banda Terra; das artes plásticas, Victor Hugo; do J. Astrevo, sempre bem humorado, do empresariado, José Carlos Dorte, superintendente do Sesi. A boa notícia é que o Sesi está disputando a administração do Cine Teatro Cuiabá; da política, a figura esquiva do deputado Wilson Santos.

Flávio Ferreira, cuiabano, casado e com quatro filhas, montou 44 peças teatrais, escreveu 12 textos também encenadas, como “O louco nosso de cada dia”, “Zé dos Sonhos” e “Fica, Pedro”; publicou seis livros, entre infantis, “Histórias da Vovó do Coxipó” e o volume II, e de poesia, em destaque “Até Quando?”, “Assumindo-me” e “Paixão Pantaneira”. Ainda o livro em homenagem ao grupo teatral intitulado “Cena Onze 20 anos”.

Confira as fotos de Osmar Cabral Jr

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1 Comentário

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  1. - IP 189.59.69.195 - Responder

    Não comungo de muitas idéias e comportamentos do advogado Mahon e nunca li seus livros, mas reconheço que no comando da Academia Mato-Grossense de Letras ele tem feito um trabalho admirável.

    Ao trazer para a Academia gente como Flávio Ferreira e tantos outros de vasta produção literária que passaram a usar merecidamente o fardão, o presidente deu um novo alento à Casa de Barão de Melgaço.

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