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A CASA TÁ CAINDO- Afastado da chefia da Policia por envolvimento com Riva, delegado Rubens Vilela começa a ser julgado nesta sexta, pelo juiz Fábio Fiorenza, na 5ª Vara Federal. Desembargador Hilton Queiroz, do TRF, negou retorno de Vilela ao cargo

Na Assembléia Lebislativa, os caititus de Riva se calam. Na grande mídia, está em andamento mais uma 'operaçâo abafa', para esconder dos olhos da populaçâo as açôes que vem sendo, finalmente, adotadas pela Justiça contra Riva e todos aqueles que agem sob sua influência. Confira, internauta, nas emissoras de TV, nos jornais e sites o que eles contam sobre Riva, nesta sexta-feira, 10 de fevereiro.  Hoje, apenas A Gazeta falou da decisâo do TJ – e assim mesmo reproduzindo apenas o release do Tribunal, sem nenhum aprofundamento da notícia, nada mais do que o jornalismo burocrático. O andamento do processo contra Vilela só está sendo acompanhado pela incansável Antonielle Costa. Uma alteraçâo nesta triste realidade de desinformaçâo e manipulaçâo da notícia, em prejuízo da maioria da populaçâo, depende, basicamente, de você, cidadâo e da sua capacidade de se indignar. (EC)

TRF mantém Paulo Vilela afastado da Polícia Civil
por Antonielle Costa

 

O desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região em Brasília, Hilton Queiroz, negou o pedido de retorno do delegado Paulo Rubens Vilela, ao cargo de diretor geral da Polícia Civil de Mato Grosso. Na decisão proferida ontem (9), o magistrado preferiu solicitar informações à Justiça Federal, para que então possa decidir no mérito a volta de Vilela.

Ao Mato Grosso Notícias, o advogado Pedro Verão – que defende o delegado, afirmou que HC alegou a incompetência da Justiça Federal para julgar seu cliente. Segundo ele, mesmo que Vilela tivesse cometido os crimes que a ele foram imputados ele deveria ser julgado pelo Tribunal de Justiça, por entender que o delegado tem foro privilegiado.

Com o argumento de incompetência do juízo, Pedro Verão queria suspender a audiência de instrução marcada para esta sexta-feira (10). Mas como o pedido foi negado, a audiência será realizada normalmente às 14h. De acordo com o advogado serão inquiridas oito testemunhas de defesa e cinco de acusação.

O advogado criticou a rapidez na designação da audiência e disse que houve cerceamento de defesa por parte da Justiça Federal. “As audiências dos processos propostos recentemente estão sendo marcadas para agosto e a do meu cliente foi em menos de 10 dias. Isto configura cerceamento de defesa, pois o curto prazo impediu que pudéssemos tomar as medidas jurídicas necessárias”, afirmou.

Dentre as testemunhas a serem ouvidas está o secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado. Ele deverá ser ouvido no dia 10, 13 ou dia 17, podendo escolher a data em função da prerrogativa da função.
 
Afastamento
 
No último dia 31, o juiz Fábio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenza, da 5ª Vara Federal de Cuiabá, determinou o afastamento cautelar do delegado Paulo Vilela, do cargo de diretor da Polícia Civil de Mato Grosso.

Na mesma decisão, o magistrado aceitou a denúncia proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o delegado, por suposto crime de quebra de segredo de Justiça e prevaricação para beneficiar o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva.

“Ratifico o recebimento da denúncia e deixo de absolver sumariamente o denunciado, determinando o prosseguimento do processo. Tendo em vista o afastamento cautelar do réu, determino que se dê prioridade ao trâmite deste processo”, diz um trecho da decisão.
 
Denúncia
 
De acordo com a denúncia, no dia 3 de outubro, o delegado editou uma portaria na qual avocava (atraía para si a atribuição sobre) os documentos de investigação em trâmite na Delegacia de Polícia de Campo Verde (MT), que apurava crimes supostamente cometidos deputado nas eleições de 2010.
 
Ainda segundo a denúncia, no dia seguinte, os assessores de Vilela juntamente com um assessor de Riva foram a Campo Verde buscar o documento da investigação. Após conseguir o material que continham informações sobre interceptações telefônicas e documentos apreendidos, o delegado as passou para Éder Moraes, então Chefe da Casa Civil de Mato Grosso, quebrando sigilo funcional.
 
Para os procuradores da República responsáveis pelo caso, o delegado quis tomar a responsabilidade sobre a investigação para proteger ilicitamente Geraldo Riva e, com a eleição do deputado, conseguir e receber favores políticos junto à administração, mantendo-se no cargo ocupado.

E as investigações, também conforme os procuradores, só não foram frustradas porque o delegado de Campo Verde informou ao Juízo Eleitoral, sobre a portaria, que juntamente com o Ministério Público determinou que a investigação passasse a ser conduzida pela Polícia Federal. Veja parte do depoimento de uma das testemunhas do ocorrido:
 
“(…) afirmou em seguida em tom de exclamação que o cargo dele é político e assim o Governo estava meio preocupado com aqueles documentos, pois não sabia o que tinha sido apreendido e com receio com a repercussão que o caso poderia ter caso a imprensa tomasse conhecimento; que durante a conversa o diretor-geral disse que o promotor eleitoral de Campo Verde-MT pegou pesado no parecer dele e em seguida disse que eu não podia ter informado ao juízo eleitoral sobre a portaria dele e que antes de tomar qualquer atitude tinha que tê-lo procurado pessoalmente para conversarem, ressaltando que aquele assunto não podia ser tratado sequer por telefone (…)”
 
Além do afastamento, o MPF pediu a condenação de Vilela quebra de segredo de Justiça e prevaricação cujas penas são de prisão de dois a quatro anos e multa; e detenção de três meses a um ano e multa, respectivamente.


FONTE MATO GROSSO NOTICIAS

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  1. - IP 187.61.141.34 - Responder

    A TCVA recebeu quase três milhões da Assembléia em 2010 como foi divulgado pelo MCCE. em 2011 quanto foi?
    Qual lugar no mundo uma Assembléia paga tanto para uma TV?
    Bem, mais em qualquer lugar do mundo tem Ministério Público…

  2. - IP 189.59.63.153 - Responder

    O que a SESP e o Governo tem que fazer para escolher o chefe e o Comandante da Polícia: 1. não responder a processo criminal, cível, administrativo. 2. ser casado há mais de 15 anos. 3. nunca ter reprovado nos cursos de segurança……… só assim terão respeito, confiabilidade, e moral para exigir de seus subordinados a perfeição no serviço. O que acontece, são os que mais fazem coisa errada, respondem a processos criminais de natureza GRAVÍSSIMA……. que moral tem??? que respeito tem?????

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