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Zé Pedro Taques, que já perdeu na AMM, Aprosoja e OAB, perdeu novamente na Assof. Coronel Wanderson foi reeleito e deve continuar pontificando como uma das principais “cabeças pensantes” do Fórum Sindical, em Mato Grosso

Zé Pedro Taques, governador, no comando do Corpo de Bombeiros e Wanderson Nunes de Siqueira, presidente da Assof, apoiado por todas as associações de militares

Zé Pedro Taques, governador, no comando do Corpo de Bombeiros e Wanderson Nunes de Siqueira, presidente da Assof, apoiado em sua reeleição por todas as associações de militares

A idéia parece que era essa: esmagar uma liderança que contribuiu fortemente, ao lado do Subtenente Esteves (da Assoade) e do Cabo Adão Martins (da Associação de Cabos e Soldados) para desatrelar os servidores militares do cabresto que sempre os controlava, a partir do Paiaguás. As informações são de que o Palácio Paiaguás e o governador Zé Pedro Taques fizeram de tudo para derrotar o coronel Wanderson Nunes de Siqueira na sua tentativa de se reeleger como presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso. Mas perderam.

 

Uma chapa de oposição foi lançada, agregando praticamente todos os oficiais que atuam em cargos de confiança no entorno do governo de Zé Pedro Taques. A campanha foi duríssima – mas, no final, o resultado foi mais uma derrota do governador Zé Pedro Taques que já perdera antes com os candidatos que contavam com sua benção seja na Associação Mato-grossense dos Municípios, onde Pivetta caiu diante de Neurilan Fraga, seja na Aprosoja, seja na OAB. Aquela hegemonia completa que existiu nos tempos de Jayme Campos e de Blairo Maggi dessa vez, nessa nova conjuntura, tá mais difícil de se conseguir. A fontes de informação de multiplicaram, as redes sociais impõem novas verdades e, na Assof, o Coronel Wanderson colheu mais uma vitória expressiva contra o chamado “dispositivo das autoridades”. Não adianta chorar.

Wanderson ficou com 211 votos e o candidato de oposição, Major Gabriel Leal, um valoroso oficial mas escolhido para missão inglória, ficou longe, com 150 votos. Note-se que a Assof não conta com um grande contingente de filiados mas reúne a elite pensante e atuante das forças militares em nosso Estado. E essa elite, pelo visto, não se subordina à ideologia do Paiaguás. Felizmente, digo eu, o blogueiro Enock Cavalcanti.

De resto, a vitória do Coronel Wanderson não surpreende ninguém que tenha acompanhado, com o mínimo de critério, estes últimos anos de luta no âmbito da Assof, período em que ele credenciou-se, ao lado dos dirigentes das demais associações, por sua intimorata atuação visando firmar a definitiva profissionalização das corporações da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros em nosso Estado.

Basta dizer que o apadrinhamento político que marcara a política de promoções, em administrações recentes, como a do governador Blairo Maggi, hoje obedece a critérios impessoais, garantindo acesso e oportunidades iguais para todos os oficiais dessas corporações, sem que tenham que se alinhar com esta ou aquela panelinha. Sim, os tempos do Coronel Novacki são coisa do passado e não servem mais de referência dentro da nova realidade que o Coronel Wanderson ajudou a construir em Mato Grosso.

Além do mais, a atuação do Coronel Wanderson cresceu para além da Assof, vindo ele a se firmar como uma das mais importantes lideranças que vem formatando a nova estrutura de atuação do Fórum Sindical que hoje articula em torno de si nada menos que sindicatos e associações de mais de 30 diferentes carreiras de trabalhadores do serviço público estadual.

2 Comentários

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  1. - IP 201.49.164.123 - Responder

    Enock, boa tarde.

    Sou o Major PM Franco. Quero escrever pois tenho acompanhado as notícias veiculadas por vc sobre o processo eleitoral na ASSOF.

    Há três grandes verdades a serem ditas:

    1 – Eu participei do processo eleitoral como chapa de oposição ao TC Wanderson Nunes, assim como diversos outros Oficiais, e NUNCA TIVE CARGO DE CONFIANÇA OU PROXIMIDADE COM GOVERNO (assim como outros integrantes da Chapa).

    2 – Rotular a nossa chapa de “governista” é de uma insensatez inefável por 2 fatores principais: primeiro, pq você desconsidera a nossa capacidade de auto-determinação e afirmo com muita tranquilidade que o nosso projeto é legítimo e começou antes mesmo da existência da gestão Taques e segundo você desconsidera a nossa história e vidas profissionais (procure informação a nosso respeito pois assim vc estará respeitando a sua própria história e a imparcialidade, tão cara à imprensa séria).

    3 – A oposição dentro da ASSOF não significa cisão na reivindicação de nossos direitos junto ao Governo. Divergimos na gestão administrativa da Associação mas nunca na defesa de nossos direitos e prerrogativas. Jamais transacionaremos os nossos direitos e prerrogativas. Estamos tão, ou mais, unidos que antes e este tipo de notícia é um desserviço à sociedade.

    Portanto Enock, enaltecemos a vitória do TC Wanderson Nunes com a certeza de que a ASSOF, a nossa categoria e a democracia estão ainda mais fortes, amadurecidas e enraizadas.

  2. - IP 186.213.231.115 - Responder

    Essa página de “comentários” tendenciosos desse “Enock” expõe apenas balela. Como a maioria das mídias existentes hoje, entendo que a visão torpe e limitada, além de tendenciosa desse “jornalista” é passível de vergonha. Quer trazer popularidade ou sensacionalismo para seu perfil, que venha com matérias sérias e objetivas. Porém não acredito na atual capacidade dos jornalistas de mato grosso em fazer algo desse calibre.

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