TCE - DEZEMBRO

Letícia Sabatella, musa da esquerda, estará neste final de semana no Teatro da UFMT. Letícia é musa da esquerda porque não vacila em participar de eventos patrocinados por movimentos como o MST, se somando à defesa da reforma agrária e outras bandeiras deste importante movimento dos trabalhadores sem terra. Incentivado por Letícia, o MST segue sendo estigmatizado pela direita brasileira que o encara como uma espécie de guerrilha que não ousaria dizer seu nome

Letícia Sabatella, atriz

Letícia Sabatella, atriz

TEATRO

Letícia Sabatella, musa da esquerda, no Teatro da UFMT

Sábado e domingo, Letícia estará em “Trágica 3”, releitura que se utiliza dE tragédias gregas para UM mergulho na permanente tragédia humana

Letícia Sabatella, uma das mais aplaudidas atrizes da cena nacional, sem seus gatos, vem a Cuiabá neste final de semana, para atuar em peça teatral inspirada em tragédias gregas. Letícia é atriz daquelas que tem opinião e atuação militante.

ENOCK CAVALCANTI
Da Editoria de Cultura – DIÁRIO DE CUIABÁ

Letícia Sabatella, atriz que desponta, atualmente, como uma das musas da combalida esquerda brasileira é a estrela da peça “Trágica 3”, montagem que faz uma releitura de três peças clássicas do teatro grego, Antígona, Medeia e Electra, para lançar um pouco de luz sobre a tragédia humana que, como se sabe, parece não ter fim.

Além da bela Letícia estão no elenco de “Trágica 3” Denise Del Vecchio, Larissa Bracher, Fernando Alves Pinto e Marcello H. Serão duas apresentações no Teatro Universitário, dias 9 e 10 de janeiro (sábado e domingo), sempre às 20h. A peça chega à capital de Mato Grosso como parte do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2015/2016 – em uma demonstração de que, apesar de todo assalto que vinha sofrendo aos seus cofres – situação finalmente brecada nesse governo da presidenta Dilma Roussef – a Petrobrás continua sendo uma das principais patrocinadoras culturais do País, possibilitando o acesso das plateias aos grandes eventos do teatro e demais gêneros artísticos. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada).

Digo que Letícia Sabatella é musa da esquerdas porque ela não vacila em participar de eventos patrocinados por movimentos como o MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, sempre estigmatizado pela direita brasileira como uma espécie de movimento de guerrilha que não ousaria dizer seu nome. Letícia ocupa hoje o posto que já foi de Marieta Severo, no tempo em que era casada com o cantor e compositor Chico Buarque, um dos alvos mais permanentes do reacionarismo militante. A atriz Camila Pitanga, filha de Antonio Pitanga e enteada da deputada federal Benedita da Silva, na década de 90, envergou também o título.

Com direção e concepção de Guilherme Leme Garcia, a montagem estabelece um diálogo entre o teatro, as artes plásticas e a música contemporânea. No palco da UFMT, Denise Del Vecchio interpreta Medeia, Letícia Sabatella assume o papel de Antígona e Larissa Bracher dá vida a Electra. Fernando Alves Pinto e Marcello H integram o elenco como Hêmon e Orestes, respectivamente, e executam a trilha original ao vivo criadas por ele em parceria com Sabatella. Os figurinos são assinados pela estilista Glória Coelho.

O processo de construção de Trágica.3 teve início em 2010, quando o dramaturgo Guilherme Leme Garcia criou e dirigiu o elogiado RockAntygona, uma adaptação livre de Caio Andrade para Antígona, de Sófocles (vencedor do Prêmio Shell na categoria Iluminação e eleito pela revista Bravo como um dos melhores espetáculos em cartaz no ano de 2010). Trágica.3 estreou 2014, no CCBB de São Paulo. Depois fez temporadas nas unidades do CCBB do Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Em setembro deste ano, o espetáculo abriu o Beijing Fringe Festival, na China, fruto de uma parceria com o Festival Cena Brasil Internacional.

1 Comentário

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  1. - Responder

    Assisti a peça.

    Acho que não valeu a pena o dinheiro gasto pela Petrobrás e o Governo Federal no incentivo à tal produção.

    Aliás quando foi anunciado o nome da Petrobrás acompahado da expressão “Pátria Educadora”, a platéia, muito educada, riu baixinho.

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