gonçalves cordeiro

Perri e Sinjusmat sentam para negociar nesta sexta, às 10 horas. Na maioria das comarcas, servidores seguem trabalhando normalmente. A greve extemporânea puxada pelo sindicato está esvaziada. Expectativa, portanto, é que surja um acordo depois desta rodada de negociação. A contraproposta do TJ precisa ser boa para que a possibilidade de greve seja afastada definitivamente.

Orlando Perri, Adilson Polegato e Rosenwal Rodrigues. O comando do TJ releva a liminar punitiva do desembargador Polegato e, democraticamente, senta-se para negociar com a comissão de greve dos servidores

Orlando Perri, Adilson Polegato e Rosenwal Rodrigues. O comando do TJ releva a liminar punitiva do desembargador Polegato e, democraticamente, senta-se para negociar com a comissão de greve dos servidores

Sexta-feira, 24 de maio de 2013, 10 horas da manhã, na sede do Tribunal de Justiça, em Cuiabá. O comando do TJMT e o comando do Sinjusmat, atendendo a proposta articulada pelo juiz Luis Octávio Saboia, que cumpriu mandado que lhe fora passado pelo desembargador Orlando Perri, resolveram se sentar para negociar. Ou seja, a negociação está rolando neste exato momento em que esta PAGINA DO E divulga esta nota. Logo mais, portanto, teremos novidades. Na maioria das comarcas, os servidores seguem trabalhando normalmente. A greve extemporânea puxada pelo sindicato está visivelmente esvaziada. A “grande passeata” deu chabu. Portanto, no interesse maior dos servidores e da sociedade é importante que a blasonaria seja deixada de lado, é importante que o Tribunal de Justiça e o Sindicato negociem, exponham fraternalmente suas propostas, sentados à mesa, e fujam à tentação do sectarismo truculento e demonstrem para a sociedade que são capazes de se guiar pela lógica e pelo bom senso.

A informação de que o presidente do TJMT, Orlando Perri, determinou ao juiz auxiliar da presidência, Luiz Octávio Sabóia, já na terça-feira, que entrasse em contato com o Sinjusmat para retomar as negociações, interrompidas com a deflagração da greve dos servidores na semana passada, foi a grande noticia dessa semana. Perri poderia usar o peso da liminar que declarou a greve ilegal contra os servidores mas parece que não quis usar, preferiu negociar. Perri preferiu negociar e, pelo visto, o Sindicato respondeu à altura a esse gesto em favor da negociação, assumindo também ele, o sindicato, a negociação.

A decisão de negociar confirma o desembargador Orlando Perri como um administrador equilibrado, que se esforça para não se deixar levar pelos rompantes. E ele até teria razões para reagir mais duramente diante de um Sindicato que fala de tudo, blasona que vai fazer greve apesar da pesada multa, mas não explica porque arriou suas bandeiras diante do ex-presidente do TJ, o desembargador Rubens de Oliveira, que – vejam só que disparate! – ainda recebeu uma homenagem ao deixar o comando do TJ, depois de passar mais de um ano empurrando com a barriga o direito dos Servidores à progressão funcional.

Se o desembargador Rubens de Oliveira falhou, não cumpriu com o compromisso que ele mesmo assinou, e mesmo assim foi paparicado pela direção do Sindicato, então, que prevaleça agora o bom senso e a nova administração, no comando do TJ há pouco mais de dois meses, tenha a oportunidade de estabelecer seus compromissos em um clima de harmonia. Não pode haver dois pesos e duas medidas. O Sinjusmat não precisa se curvar, agora, como se curvou diante do ex-presidente. Não é isso que o novo comando do TJ, imagino, esteja querendo. O que é preciso agora é negociar com equilíbrio – e estabelecer prazos que, devidamente assumidos por Perri e sua troupe, possam amanhã ou depois serem cobrados duramente, se por acaso acontecer caso de descumprimento. E diante do clima que se tem agora, não há como a atual administração assumir compromisso que não possa, efetivamente, cumprir.

Rubens de Oliveira assinou e não cumpriu. Agora, quem vai negociar, estabelecer um novo acordo e assinar um compromisso será o desembargador Orlando Perri. Em nosso entendimento, há uma grande diferença nisso tudo e os servidores do Tribunal de Justiça sabem bem disso. Os servidores sabem – e é preciso que o Sinjusmat deixe de lado a blasonaria e tenha a mesma sensibilidade na hora de colocar suas cartas na mesa.

Logo mais, teremos novidades. Como canta Chico Buarque naquela sua canção, o “Samba de Orly”,  devemos todos cantar:  – “E pros da pesada, diz que vou levando/Vê como é que anda aquela vida à toa/ E se puder me manda uma notícia boa”!

 

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5 Comentários

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  1. - Responder

    Em primeiro lugar caro Enock quero deixar registrado que li vários comentários seus no espaço: comentários, a respeito da postura do presidente do SINJUSMAT no ano de 2012 e digo que concordo com grande parte das suas criticas e concordar não enfraquece nem o movimento e muito menos o SINJUSMAT. Por outro lado é totalmente cristalino a forma com que você, por meio de reportagens absolutamente parciais, vem divulgando ou melhor vem apenas e somente defendendo o presidente do TJ/MT, Orlando Perri. Creio que ou você deve ter procuração para defendê-lo ou está com uma enorme raiva do Sr. Rosenval, com quem eu também tenho grandes divergências, mas, tais divergências não me fazem ser parcial ao comentar suas posturas, ora agradáveis, ora extremamente desagradáveis. Ocorre que o Pagina do Enock é um meio de comunicação comandado por experiente e respeitável jornalista que não poderia se prestar a tal serviço… Ser Parcial é exatamente o erro que um jornalista não poderia cometer… Finalizo ainda afirmando que lhe respeito e te considero um experiente e grande jornalista, mas que vem cometendo erros como todos aqueles bons jornalistas deste país que em dado momento por questões egoísticas se desviaram do bom jornalismo para o “paraíso abominável da parcialidade absoluta”.

  2. - Responder

    Vasconcelos, obrigado por reconhecer o meu direito à opinião. As pessoas nem sempre nos garantem este direito democrático – por isso, você merece minhas homenagens. Veja que considero a categoria dos servidores da Justiça merecedora, também, de todas as homenagens por parte de nossa comunidade, dada a forma como vem sustentando a rotina do Judiciário em condições que a gente percebe, em muitas comarcas, que são de arrepiar. No presente caso, limitei-me a centrar fogo no questionamento do método de negociação encaminhado pelo Sindicato. Por que tudo não começou pela negociação que temos agora – uma negociação que deva ser tenaz, mas que não pode atropelar o fato de que a atual administração, a administração do desembargador Perri é uma administração iniciante, com pouco mais de dois meses de gestão. Além do mais, permito-me alinhar ao lado do desembargador Perri e de sua gestão porque avalio que a sua contribuição para a respeitabilidade do Poder Judiciário, para a respeitabilidade da magistratura mato-grossense e também dos servidores deste Poder, nestes anos recentes, foi por demais expressiva. Não pode ser esquecida na hora de se puxar uma greve como essa que agora se exercita. Veja que, antes das investigações conduzidas por Perri quanto ao chamado Escândalo da Maçonaria, tínhamos um Judiciário que era alvo de toda sorte de críticas, de gozações, de repulsa, mesmo, pela sociedadde, como um abominável balcão de negócios. Ao enfrentar o espírito de corpo dos magistrados e levar adiante aquela investigação que resultou em punições exemplares pelo Conselho Nacional de Justiça – fortalecendo o próprio Conselho Nacional de Justiça! – Perri se inscreveu, em nossa História recente, como um personagem que deve ser tratado com maior respeito e consideração. E, no surgimento desta greve, modestamente, não vi isso acontecer. Não se pode transferir, automaticamente, imagino eu, para o Perri cobranças que deveriam ser dirigidas ao desembargador Rubens de Oliveira – é o que entendeo. Respeito o ritmo de encaminhamento das reivindicações dos servidores mas me permito apresentar esta discordância. Daí minhas críticas ao Sinjusmat que, como se sabe (basta ver o site do sindicato) nem sempre abre espaço para a livre manifestação dos servidores..

    • - Responder

      Enock, eu também sou leitor da sua pagina e amo muito comentar nesse espaço democrático, concordo quando fala do saite do sindicato, que diga-se de passagem que nós pagamos, mas não temos essas opções de fazer comentários, absurdo, já sugeri isso pro rosenval, mas ele tem medo das criticas!!!
      abraços

  3. - Responder

    É caro Enock, concordo com o colega Vasconcelos. Tenho notado ultimamente que de uns tempos para cá nem mesmo o vejo pelos lados do Forum. Não vou acusar-lhe de nada porém, fico preocupado com as matérias estampadas ultimamente por Vossa Senhoria. Caso não tenha percebido o MD. Desembargador fez visitas às comarcas polo e ao voltar viu-se obrigado a chamar às falas o Sr. Rosenval. Sabe por quê? Todas estão atendendo o percentual mínimo ou seja, 30%. Ainda assim, resolveu acatar o pedido do Estado por intermédio do Mandado de Segurança sem visitar, em imitação a Vossa Senhoria, o Forum e notar que os Gestores esão no saguão reunidos apenas no aguardo de medias urgentes para cumprí-las, assim como determinado pelo MD. Desembargador Presidente. Há, tem ofícios suspendendo os prazos para não prejudicar o Jurisdicionado nem advogados. Não se está esvaziando o movimento, simplesmente a mídia ao que parece não tem interesse em nossas causas, que como tem acompanhado sáo justas. A meu ver basta o MD Desembargador ouvir a classe, fazer uma contra proposta, o Sr. Rosenval apresentar à classe que claro, em assembléia há de analisá-la, ponderar e, chagando ao mínimo do que estamos reivindicando certamente a greve será interrompida. Não é de nosso interesse a paralização que é justa. Sabemos que depois há acumulo de serviços, entretanto, como a Direção da Corte não nos houve, sequer chamando o comitê gestor para estudar nossos anceios, não restou alternativa senão a paralização. Imparcialidade Enock.

  4. - Responder

    voce pinta o orlando perri como uma espécie de santo. não exagere. vi o video de sexta passada e ele me parecia um tanto arrogante

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