Dilma: “Afif é a pessoa certa no lugar certo”

 

Dilma: “Afif é a pessoa certa no lugar certo”

dilma e afif domingosPresidente não poupa elogios a Guilherme Afif Domingos (PSD) em sua posse como ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa; “O ministro vai contar com o meu apoio e o meu interesse pessoal”, disse; antes, Afif havia rebatido críticas sobre a criação de mais uma pasta no governo: “Esse será o ministério do verbo, e não da verba”; Dilma respondeu, generosa: “O ministro está sendo modesto, vai ser também da verba”; sobre a MP dos Portos, ela foi mais clara desta vez: “Meu apelo é para que o Congresso faça um esforço para aprovar essa medida que vence na próxima semana”

 

 

Gisele Federicce _247 – Elogios não faltaram a Guilherme Afif Domingos (PSD) em sua posse como novo ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. As principais qualidades do vice-governador de São Paulo destacadas pela presidente Dilma Rousseff foram: “eficiência, experiência e visão estratégica”. Mas ele também foi definido, pela chefe do Executivo, como “a pessoa certa no lugar certo”. Na cerimônia, que ocorreu nesta manhã em Brasília, Dilma usou boa parte de seu discurso para ressaltar as ações de Afif no setor da micro e pequena empresa no País.

“É com satisfação que presido essa cerimônia. Acredito que a posse do ministro Guilherme Afif traz a pessoa certa para o lugar certo. Porque eu acredito que é um reconhecimento de direito e eu tenho a certeza da população brasileira de que o ministro foi o mais importante formulador, e ao mesmo tempo representante, de milhões de cidadãos que têm na micro e pequena empresa o objetivo de suas vidas”, afirmou a presidente. Ela acrescentou que “temos de ter consciência” da importância desse setor, que já emprega 11 milhões de pessoas no País.

Em sua fala, antes da presidente, Afif rebateu as críticas contra a criação de mais um ministério no governo federal, que agora conta com 39 pastas. “Esse ninguém pode criticar, porque esse não é um ministério de execução, mas de articulação. Ministério tem que ser pequenininho, modesto, mas tem que agir com inteligência, para articular com o Executivo e também com o Legislativo. Esse não será o ministério da verba, será o ministério do verbo”, disse o novo ministro, lembrando que se sentia “muito feliz” pela recepção e pelo “apoio” de Dilma.

Generosa, a presidente respondeu que Afif estava sendo “modesto” ao dizer que este não seria o ministério da verba. “O ministro está sendo modesto, [o ministério] vai ser também da verba, ministro. Porque a micro e pequena empresa precisa de uma política de crédito, de uma política tributária”, disse Dilma, reafirmando seu apoio: “Tenho certeza que ele vai ter o apoio das associações, do Sebrae, mas o ministro vai contar com o meu apoio e o meu interesse pessoal nessa questão”.

MP dos Portos

Num apelo muito mais claro dos que nos discursos recentes, Dilma voltou a pedir a aprovação da MP 595, que trata do marco regulatório dos portos no Brasil. “Meu apelo é para que o Congresso faça um esforço para aprovar essa medida que vence na próxima semana”, pediu a presidente, com mais ênfase. Ela lembrou que “estamos numa democracia” e “não é que nós não podemos ter divergência, mas não podemos ter silêncio, não discutir”.

Em seguida, justificou o pedido: “Eu só falo isso numa posse porque essa questão dos portos, ela tem parentesco com a questão da desburocratização. Precisamos garantir que a nossa produção tenha acesso aos portos. Eu asseguro a vocês que o não-livre trânsito de mercadorias constitui uma barreira desde os primórdios da economia”. Essa questão, continuou a presidente, tem como objetivo “que o acesso aos portos brasileiros seja direito de todos os que produzem”.

Em outros apelos pela aprovação da MP dos Portos, como durante evento em Uberaba (MG) e com a Associação Comercial de São Paulo, na semana passada, a presidente destacou que a medida era “essencial” para a competitividade do País e disse confiar na “sensibilidade” do Congresso em sua avaliação. A fala mais dura nesta quinta-feira vem depois de uma sessão tumultuada no Congresso ontem à noite, quando a votação foi adiada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e corre agora um grande risco de caducar.

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